 |
|
|
MONJAS COM D. MURILO E D. GREGÓRIO 
MONJAS CARMELITAS 
MONJAS BENEDITINAS 
MONJAS CONCEPCIONISTAS 

MOMENTOS DE DESCONTRAÇÃO
Escrito por Irmãs Carmelitas às 14h16
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
ENCONTRO DAS CONTEMPLATIVAS COM D. MURILO e . 
Monjas Carmelitas, Beneditinas, Concepcionistas e de São João
Escrito por Irmãs Carmelitas às 13h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Catequese do Papa: Teresa do Menino Jesus e a ciência do amor
*** Queridos irmãos e irmãs: Hoje eu gostaria de vos falar de Santa Teresa de Lisieux, Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, que viveu neste mundo apenas 24 anos, no final do século XIX, levando uma vida simples e oculta, mas que depois de sua morte e da publicação dos seus escritos, tornou-se uma das santas mais conhecidas e amadas. A "pequena Teresa" não deixou de ajudar as almas mais simples, os pequenos, os pobre, os que sofrem e os que rezam a ela, mas também iluminou toda a Igreja, com sua profunda doutrina espiritual, tanto assim que o Venerável João Paulo II, em 1997, quis dar-lhe o título de Doutora da Igreja, acrescentando o título de Padroeira das Missões, dado por Pio XI, em 1939. Meu querido predecessor a definiu como uma "especialista na ‘scientia amoris'" (‘Novo Millennio ineunte', 27). Esta ciência, que vê brilhar no amor toda a verdade da fé, Teresa a expressa principalmente no relato da sua vida, publicado um ano após a sua morte com o título de "História de uma alma". É um livro que foi de imediato um enorme sucesso; foi traduzido para muitas línguas e distribuído em todo o mundo. Eu gostaria de convidar-vos a redescobrir este pequeno-grande tesouro, este luminoso comentário do Evangelho plenamente vivido! "História de uma alma", de fato, é uma maravilhosa história de amor, contada com tal autenticidade, simplicidade e frescor, que o leitor não pode deixar de ficar fascinado! No entanto, qual é esse amor que preencheu a vida de Teresa, desde a infância até sua morte? Queridos amigos, este amor tem um rosto, tem um nome, é Jesus! A santa fala continuamente de Jesus. Percorramos, então, as grandes etapas de sua vida, para entrar no coração de sua doutrina. Teresa nasceu em 2 de janeiro de 1873, em Alençon, uma cidade da Normandia, na França. Foi a última filha de Louis e Zelie Martin, esposos e pais exemplares, beatificado os dois em 19 de outubro de 2008. Eles tiveram 9 filhos, dos quais 4 morreram na infância. Restaram 5 filhas, que se tornaram todas religiosas. Teresa, aos 4 anos, foi profundamente afetada pela morte de sua mãe (Ms A, 13r). O pai, com as filhas, mudou-se então para a cidade de Lisieux, onde se desenvolveu toda a vida da santa. Mais tarde, Teresa, sofrendo uma doença nervosa grave, curou-se devido a uma graça divina, que ela definiu como "o sorriso de Nossa Senhora" (ibid., 29v-30v). Recebeu a Primeira Comunhão, vivida intensamente (ibid., 35r), e colocou Jesus Eucaristia no centro da sua existência. A "Graça do Natal" de 1886 marcou o ponto de inflexão, o que ela chamou de "conversão completa" (ibid., 44v-45r). De fato, ela se curou totalmente de sua hipersensibilidade infantil e iniciou um "caminho de gigante". Na idade de 14 anos, Teresa aproximou-se cada vez mais, com muita fé, de Jesus Crucificado, e levou muito a sério o caso, aparentemente desesperado, de um criminoso condenado à morte e impenitente (ibid., 45v-46v). "Eu queria a todo custo evitar que ele fosse para o inferno", escreveu a santa, com a certeza de que a sua oração o teria colocado em contato com o sangue redentor de Jesus. É sua primeira e fundamental experiência da maternidade espiritual: "Tão confiante estava na infinita misericórdia de Jesus", escreveu. Com Maria Santíssima, a jovem Teresa ama, crê e espera, com "um coração de mãe" (cf. PR 6/10r). Em novembro de 1887, Teresa vai em peregrinação a Roma, com seu pai e sua irmã Celina (ibid., 55v-67r). Para ela, o momento culminante foi a audiência do Papa Leão XIII, a quem pede permissão para entrar, com apenas 15 anos, no Carmelo de Lisieux. Um ano depois, seu desejo foi realizado: ela se torna carmelita, para "salvar almas e rezar pelos sacerdotes" (ibid., 69v). Ao mesmo tempo, começou a dolorosa e humilhante doença mental de seu pai. É um grande sofrimento que leva Teresa à contemplação do Rosto de Jesus em sua Paixão (ibid., 71rv). Assim, seu nome religioso - Irmã Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face - expressa o programa de toda a sua vida, na comunhão com os mistérios centrais da Encarnação e da Redenção. Sua profissão religiosa, na festa da Natividade de Maria, em 8 de setembro de 1890, é para ela um verdadeiro matrimônio espiritual, na "pequenez" do Evangelho, que se caracteriza pelo símbolo da flor: "Que festa bonita a Natividade de Maria para me tornar a esposa de Jesus!", escreve. Era a pequena Virgem Santa de um dia que apresentava sua pequena flor ao Menino Jesus (ibid., 77r). Para Teresa, ser religiosa significa ser esposa de Jesus e mãe das almas (cf. Ms B, 2v). No mesmo dia, a santa escreveu uma frase que mostra a orientação da sua vida: pede a Jesus o dom do seu amor infinito, de ser a menor e, especialmente, pede a salvação de todos os homens: "Que nenhuma alma se condene hoje" (Pr 2). De grande importância é a seu Ato de Oferta ao Amor Misericordioso, feito na Festa da Santíssima Trindade em 1985 (Ms A, 83v-84r; Pr 6): uma oferta que Teresa partilhou com suas irmãs, sendo já auxiliar da mestra de noviças. Dez anos após a "Graça do Natal", em 1896, chega a "Graça da Páscoa", que abre o último período da vida de Teresa, com o início da sua paixão profundamente unida à Paixão de Jesus; trata-se da Paixão do corpo, com a doença que a levou à morte através de grandes sofrimentos, mas acima de tudo se trata da paixão da alma, com uma muito dolorosa prova de fé (Ms C, 4v-7v). Com Maria, junto à cruz de Jesus, Teresa vive agora a fé mais heroica, como luz nas trevas que invadem a sua alma. A carmelita tem a consciência de viver esta grande prova para a salvação de todos os ateus do mundo moderno, chamados por ela de "irmãos". Ela viveu, então, mais intensamente o amor fraterno (8r-33v): com as irmãs de sua comunidade, com seus irmãos espirituais missionários, com os sacerdotes e com todos os homens, especialmente aqueles mais distantes. Ela se torna uma "irmã universal"! Sua caridade amável e sorridente é a expressão da profunda alegria cujo segredo ela nos revela: "Jesus, minha alegria é amar-te" (P 45/7). Neste contexto de sofrimento, vivendo o maior amor nas menores coisas da vida cotidiana, a santa leva a pleno cumprimento a sua vocação de ser o amor no Coração da Igreja (cf. Ms B, 3v). Teresa morreu na noite de 30 de setembro de 1897, dizendo as palavras simples: "Meu Deus, eu te amo!", olhando para o crucifixo, que apertava com as mãos. Estas últimas palavras da santa são a chave de todos os seus ensinamentos, da sua interpretação do Evangelho. O ato de amor, expresso em seu último suspiro, era como a respiração contínua da sua alma, como o bater do seu coração. As simples palavras "Jesus, eu te amo" são o centro de todos os seus escritos. O ato de amor a Jesus a introduz na Santíssima Trindade. Ela escreveu: "Ah, tu sabes, divino Jesus, eu te amo,/ o espírito de Amor inflama-me com seu fogo /e, amando-te, eu atraio o Pai" (P 17/2). Queridos amigos, também nós, com Santa Teresinha do Menino Jesus, podemos repetir cada dia ao Senhor, que queremos viver de amor a Ele e aos outros, aprender na escola do santos a amar de maneira autêntica e total. Teresa é um dos "pequenos" do Evangelho, que são guiados por Deus nas profundezas do seu mistério. Uma guia para todos, especialmente para os que, no povo de Deus, desenvolvem o ministério de teólogos. Com a humildade e a fé, caridade e esperança, Teresa entra continuamente no coração das Sagradas Escrituras, que contêm o mistério de Cristo. E essa leitura da Bíblia, alimentada pela ciência do amor, não se opõe à ciência acadêmica. A ciência dos santos, de fato, da qual ela fala na última página de "História de uma alma", é a ciência mais alta: "Todos os santos a entenderam; em particular, talvez, aqueles que encheram o universo com a irradiação do ensinamento do Evangelho. Não será, talvez, por meio da oração, que os santos Paulo, Agostinho, João da Cruz, Tomás de Aquino, Francisco, Domingos e muitos outros ilustres amigos de Deus obtiveram essa ciência divina que encanta os maiores gênios?" (Ms C, 36r). Inseparável do Evangelho, a Eucaristia é, para Teresa, o sacramento do Amor Divino que desce até o extremo para elevar-nos até Ele. Em sua última carta, a santa escreveu estas simples palavras sobre a imagem que representa o Jesus Menino na Hóstia consagrada: "Não posso temer um Deus que por mim tornou-se tão pequeno! (...) Eu o amo! De fato, Ele é só Amor e Misericórdia!" (LT 266). No Evangelho, Teresa descobre sobretudo a misericórdia de Jesus, a ponto de dizer: "Ele me deu sua misericórdia infinita; através dela contemplo e adoro a demais perfeições divinas! (...) E então todas me parecem radiantes de amor; a própria justiça (e talvez mais do que qualquer outra), parece-me revestida de amor" (Ms A, 84r). Assim se expressa também nas últimas linhas da "História de uma alma": "Basta folhear o Santo Evangelho e imediatamente respiro o perfume da vida de Jesus e sei para onde correr... Não é ao primeiro lugar, mas ao último que me dirijo... Sim, eu o sinto; inclusive se tivesse sobre a consciência todos os pecados que se podem cometer, iria com o coração partido de arrependimento lançar-me nos braços de Jesus, porque sei o quanto Ele ama o filho pródigo que retorna a Ele" (Ms C, 36v-37r). "Confiança e amor" são, portanto, o ponto final do relato da sua vida, duas palavras que, como faróis, iluminaram todo o seu caminho de santidade, para poder guiar no seu próprio "pequeno caminho de confiança e amor", da infância espiritual (cf. Ms C, 2v-3r; LT 226). Confiança como a da criança que se abandona nas mãos de Deus, inseparável pelo compromisso forte, radical do verdadeiro amor, que é o dom total de si mesmo, para sempre, como diz a santa, contemplando Maria: "Amar é dar tudo, é dar a si mesmo" (P 54/22). Assim, Teresa indica a todos nós que a vida cristã consiste em viver em plenitude a graça do Batismo, no dom total de si ao amor do Pai, para viver como Cristo, no fogo do Espírito Santo, o seu próprio amor aos outros.
Padroeira das missões e doutora da Igreja, Santa Teresa de Lisieux, apesar da sua vida breve, que terminou em 1897, tornou-se uma das santas mais conhecidas e amadas. Um ano após a sua morte, foi publicada a sua obra autobiográfica, "História de uma alma". Trata-se de uma maravilhosa história de amor que encheu toda a vida Teresa; este amor tem um rosto e um Nome: é Jesus. Recebida a autorização papal, pôde, aos dezesseis anos, entrar no Carmelo de Lisieux, assumindo o nome de Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face. Era movida pelo desejo de salvar almas e rezar pelos sacerdotes. Um ano antes da sua morte, iniciou a sua paixão pessoal que viveu em profunda união com a Paixão de Cristo. Tratou-se de uma paixão do corpo, com a doença que acabaria por levá-la à morte, mas, sobretudo, tratou-se de uma paixão na alma com uma dolorosa prova da fé, a qual ofereceu pela salvação de todos os ateus do mundo. Neste contexto de sofrimento, vivendo o maior amor nas pequenas coisas da vida diária, Teresa realizou a sua vocação de ser o Amor no coração da Igreja. De fato, as palavras "Jesus, eu Vos amo" estão no centro de todos os seus escritos, nos quais ressalta o "pequeno caminho de confiança e amor" que ela percorreu e procurou inculcar aos demais. Queridos peregrinos lusófonos, a todos saúdo e dou as boas-vindas, particularmente, aos portugueses vindos de Espinho e aos brasileiros de Divinópolis. Possa essa peregrinação reforçar o vosso zelo apostólico para fazerdes crescer o amor a Jesus Cristo na própria casa e na sociedade! Que Deus vos abençoe!
Escrito por Irmãs Carmelitas às 14h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Catequese do Santo Padre Bento XVI sobre Santa TeresaPrezados irmãos e irmãs! Durante as Catequeses que eu quis dedicar aos Padres da Igreja e a grandes figuras de teólogos e de mulheres da Idade Média tive a oportunidade de meditar também sobre alguns Santos e Santas que foram proclamados Doutores da Igreja pela sua doutrina eminente. Hoje gostaria de começar uma breve série de encontros para completar a apresentação dos Doutores da Igreja. E começo com uma santa que representa um dos vértices da espiritualidade cristã de todos os tempos: santa Teresa de Ávila [de Jesus]. Santa Teresa d’ÀvilaNasce em Ávila, na Espanha, em 1515, com o nome de Teresa de Ahumada. Na autobiografia ela menciona alguns pormenores da sua infância: o nascimento de «pais virtuosos e tementes a Deus», numa família numerosa, com nove irmãos e três irmãs. Ainda menina, com menos de 9 anos, tem a ocasião de ler as vidas de alguns mártires que lhe inspiram o desejo do martírio, a tal ponto que improvisa uma breve fuga de casa para morrer mártir e subir ao Céu (cf. Vida 1, 4); «Quero ver Deus», diz a pequena aos pais. Alguns anos depois, Teresa falará da suas leituras da infância e afirmará que nelas descobriu a verdade, que resume com dois princípios fundamentais: por um lado, «o facto de que tudo o que pertence ao mundo daqui, passa»; por outro, que só Deus é «para sempre», tema que retorna na celebérrima poesia «Nada te turbe / nada te espante; / tudo passa. Deus não muda; / a paciência obtém tudo; / quem possui Deus / nada lhe falta / só Deus basta!». Tendo ficado órfã de mãe com doze anos, pede à Virgem Santissima que lhe seja mãe (cf. Vida 1, 7). Se na adolescência a leitura de livros profanos a tinha levado às distracções de uma vida mundana, a experiência como aluna das monjas agostinianas de Santa Maria das Graças de Ávila e a leitura de livros espirituais, sobretudo clássicos de espiritualidade franciscana, ensinam-lhe o recolhimento e a oração. Com vinte anos entra no mosteiro carmelita da Encarnação, ainda em Ávila; na vida religiosa assume o nome de Teresa de Jesus. Três anos depois adoece gravemente, a ponto de ficar 4 dias de coma, aparentemente morta (cf. Vida 5, 9). Até na luta contra as próprias doenças a santa vê o combate contra as fraquezas e as resistências à chamada de Deus: «Eu desejava viver — escreve — porque entendia bem que não estava a viver, mas sim a lutar com uma sombra de morte, e não tinha alguém que me desse vida, e nem eu a podia tomar, e Aquele que ma podia dar tinha razão de não me socorrer, dado que muitas vezes me dirigira para Ele, e eu O tinha abandonado» (Vida 8, 2). Em 1543 perde a proximidade dos familiares: o pai falece e todos os seus irmãos emigram, um após o outro, para a América. Na Quaresma de 1554, com 39 anos, Teresa chega ao ápice da luta contra as próprias debilidades. A descoberta da imagem de «um Cristo muito chagado» marca profundamente a sua vida (cf. Vida 9). A santa, que nesse período encontra profunda consonância com o santo Agostinho das Confissões, assim descreve o dia decisivo da sua experiência mística: «Acontece… que de repente tive a sensação da presença de Deus, que de nenhum modo eu podia duvidar que estava dentro de mim, e que eu estava totalmente absorvida nele» (Vida 10, 1). Paralelamente ao amadurecimento da sua interioridade, a santa começa a desenvolver de modo concreto o ideal de reforma da Ordem carmelita: em 1562 funda em Ávila, com o apoio do Bispo da cidade, D. Alvaro de Mendoza, o primeiro Carmelo reformado, e pouco depois recebe também a aprovação do Superior-Geral da Ordem, Giovanni Battista Rossi. Nos anos seguintes continua as fundações de novos Carmelos, 17 no total. É fundamental o encontro com são João da Cruz com quem, em 1568, constitui em Duruelo, perto de Ávila, o primeiro convento de Carmelitas descalços. Em 1580 obtém de Roma a erecção a Província autónoma para os seus Carmelos reformados, ponto de partida da Ordem religiosa dos Carmelitas descalços. Teresa termina a sua vida terrena precisamente enquanto está empenhada na tarefa de fundação. Com efeito em 1582, depois de ter constituído o Carmelo de Burgos e enquanto voltava para Ávila, falece na noite de 15 de Outubro em Alba de Tormes, repetindo humildemente duas expressões: «No fim, morro como filha da Igreja» e «Meu Esposo, chegou a hora de nos vermos». Uma existência consumida na Espanha, mas despendida pela Igreja inteira. Beatificata pelo Papa Paulo V em 1614 e canonizada em 1622 por Gregório XV, é proclamada «Doutora da Igreja» pelo Servo de Deus Paulo VI em 1970. Teresa de Jesus não tinha uma formação académica, mas sempre valorizou os ensinamentos de teólogos, letrados e mestres espirituais. Como escritora, sempre se ateve àquilo que pessoalmente vivera ou vira na experiência do próximo (cf. Prólogo ao Caminho de Perfeição), isto é, a partir da experiência. Teresa consegue manter relações de amizade espiritual com muitos santos, em especial com são João da Cruz. Ao mesmo tempo, alimenta-se com a leitura dos Padres da Igreja, são Jerónimo, são Gregório Magno e santo Agostinho. Entre as suas principais obras deve-se recordar sobretudo a autobiografia, intitulada Livro da vida, ao qual ela chama Livro das Misericórdias do Senhor. Composta no Carmelo de Ávila em 1565, discorre sobre o percurso biográfico e espiritual, escrito como afirma a própria Teresa, para submeter a sua alma ao discernimento do «Mestre dos espirituais», são João de Ávila. A finalidade é evidenciar a presença e a acção de Deus misericordioso na sua vida: por isso, a obra cita com frequência o diálogo de oração com o Senhor. É uma leitura que fascina, porque a santa não só narra, mas mostra que revive a profunda experiência da sua relação com Deus. Em 1566, Teresa escreve o Caminho de Perfeição, por ela chamado Admoestações e conselhos que Teresa dá de Jesus às suas monjas. Destinatárias são as doze noviças do Carmelo de são José em Ávila. Teresa propõe-lhes um intenso programa de vida contemplativa ao serviço da Igreja, em cuja base estão as virtudes evangélicas e a oração. Entre os trechos mais preciosos, o comentário ao Pai-Nosso, modelo de oração. A obra mística mais famosa de santa Teresa é o Castelo interior, escrito em 1577, em plena maturidade. Trata-se de uma releitura do próprio caminho de vida espiritual e, ao mesmo tempo, de uma codificação do possível desenvolvimento da vida cristã rumo à sua plenitude, a santidade, sob a acção do Espírito Santo. Teresa inspira-se na estrutura de um castelo com sete quartos, como imagem da interioridade do homem, introduzindo ao mesmo tempo o símbolo do bicho da seda que renasce como borboleta, para expressar a passagem do natural ao sobrenatural. A santa inspira-se na Sagrada Escritura, em particular no Cântico dos Cânticos, para o símbolo final dos «dois Esposos», que lhe permite descrever no sétimo quarto o ápice da vida cristã nos seus quatro aspectos: trinitário, cristológico, antropológico e eclesial. À sua obra de fundadora dos Carmelos reformados, Teresa dedica o Livro das fundações, escrito de 1573 a 1582, em que fala da vida do grupo religioso nascente. Como na autobiografia, a narração visa frisar sobretudo a acção de Deus na obra de fundação dos novos mosteiros. Não é fácil resumir em poucas palavras a profunda e minuciosa espiritualidade teresiana. Gostaria de mencionar alguns pontos essenciais. Em primeiro lugar, santa Teresa propõe as virtudes evangélicas como base de toda a vida cristã e humana: em especial, o desapego dos bens, ou pobreza evangélica, e isto diz respeito a todos nós; o amor mútuo como elemento básico da vida comunitária e social; a humildade como amor à verdade; a determinação como fruto da audácia cristã; a esperança teologal, que descreve como sede de água viva. Sem esquecer as virtudes humanas: a afabilidade, veracidade, modéstia, cortesia, alegria e cultura. Em segundo lugar, santa Teresa propõe uma profunda sintonia com as grandes figuras bíblicas e a escuta viva da Palavra de Deus. Ela sente-se em sintonia sobretudo com a esposa do Cântico dos Cânticos e com o apóstolo Paulo, mas também com o Cristo da Paixão e com Jesus Eucarístico. Depois, a santa realça como a oração é essencial; orar, diz, «significa frequentar com amizade, porque frequentamos face a face Aquele que sabemos que nos ama» (Vida 8, 5). A ideia de santa Teresa coincide com a definição que s. Tomás de Aquino dá da caridade teologal, como «amicitia quaedam hominis ad Deum», um tipo de amizade do homem com Deus, que foi o primeiro a oferecer a sua amizade ao homem; a iniciativa vem de Deus (cf. Summa Theologiae II-II, 23, 1). A oração é vida e desenvolve-se gradualmente com o crescimento da vida cristã: começa com a prece vocal, passa pela interiorização mediante a meditação e o recolhimento, até chegar à união de amor com Cristo e a Santíssima Trindade. Obviamente, não se trata de um desenvolvimento em que subir os degraus mais altos quer dizer deixar o precedente tipo di oração, mas é antes um aprofundar-se gradual da relação com Deus que envolve toda a vida. Mais do que uma pedagogia da oração, a de Teresa é uma verdadeira «mistagogia»: ao leitor das suas obras ensina a rezar, orando ela mesma com ele; com efeito, frequentemente interrompe a narração ou a exposição para irromper em oração. Outro tema amado pela santa é a centralidade da humanidade de Cristo. Com efeito, para Teresa a vida cristã é relação pessoal com Jesus, que culmina na união com Ele pela graça, amor e imitação. Daqui a importância que ela atribui à meditação da Paixão e à Eucaristia, como presença de Cristo na Igreja, pela vida de cada crente e como centro da liturgia. Santa Teresa vive um amor incondicional à Igreja: manifesta um «sensus Ecclesiae» vivo diante dos episódios de divisão e conflito na Igreja do seu tempo. Reforma a Ordem carmelita com a intenção de melhor servir e defender a «Santa Igreja Católica Romana», disposta a dar a vida por ela (cf. Vida 33, 5). Um último aspecto essencial da doutrina teresiana, que gostaria de frisar, é a perfeição, como aspiração de toda a vida cristã e sua meta final. A santa tem uma ideia muito clara da «plenitude» de Cristo, revivida pelo cristão. No final do percurso do Castelo interior, no último «quarto», Teresa descreve tal plenitude realizada na morada da Trindade, na união a Cristo através do mistério da sua humanidade. Caros irmãos e irmãs, santa Teresa de Jesus é verdadeira mestra de vida cristã para os fiéis de todos os tempos. Na nossa sociedade, muitas vezes carente de valores espirituais, santa Teresa ensina-nos a ser testemunhas indefessas de Deus, da sua presença e acção, ensina-nos a sentir realmente esta sede de Deus que existe na profundidade do nosso coração, este desejo de ver Deus, de O procurar, de dialogar com Ele e de ser seu amigo. Esta é a amizade necessária para todos nós e que devemos buscar de novo, dia após dia. O exemplo desta santa, profundamente contemplativa e eficaz nas suas obras, leve-nos também a nós a dedicar cada dia o justo tempo à oração, a esta abertura a Deus, a este caminho para procurar Deus, para O ver, para encontrar a sua amizade e assim a vida verdadeira; porque realmente muitos de nós deveriam dizer: «Não vivo, não vivo realmente, porque não vivo a essência da minha vida». Por isso, o tempo da oração não é perdido, é tempo em que se abre o caminho da vida, para aprender de Deus um amor ardente a Ele, à sua Igreja, e uma caridade concreta para com os nossos irmãos. Obrigado!
Escrito por Irmãs Carmelitas às 13h39
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
O Centenário de nascimento de Santa Teresa será "um sinal para o Carmelo do século XXI e um convite a crescer na fidelidade ao carisma, espiritualmente unidos e ao serviço do povo de Deus", escreve o Prior Geral dos Carmelitas, Fr. Fernando Millán. Na carta semanal publicada no site oficial da preparação ao Centenário, Fr. Fernando referiu-se ao Centenário teresiano como "uma magnífica oportunidade para aproximar-se ainda mais a Teresa, para reler a sua mensagem, sempre cheia de inspiração, de sugestões, de vida, e para renovar a nossa vida religiosa e carmelitana". Para o Padre Geral dos Carmelitas o Centnário, longe de ser "uma fuga romântica a um passado glorioso", deve ser um momento de renovação, de rejuvenescimento, de retomada espiritual, de graça que nos convida a enfrentar o presente e o futuro com coragem, com criatividade e com decisão". Na missiva, Fr. Millán declara de sentir-se novamente estimulado na vocação carmelitana e ressalta a "profundidade espiritual e a vida fascinante" de Santa Madre Teresa e a atualidade doa sua mensagem "para a Igreja, a teologia, a espiritualidade e também para a pastoral do nosso tempo".
Escrito por Irmãs Carmelitas às 13h49
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|

O site oficial em preparação do V Centenário de nascimento de Santa Madre Teresa de Jesus já está disponível na internet. O portal http://www.paravosnaci.com/ oferecerá uma grande ajuda de materiais para a animação do Centenário nas nossas comunidades. Confira!
Escrito por Irmãs Carmelitas às 13h43
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Vestição Monástica Ir. Regina da Imaculada Conceição 






Escrito por Irmãs Carmelitas às 11h28
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|

Carmelo: Uma vocação na Igreja As Monjas Descalças da Ordem da Bem Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo fazem parte de uma família religiosa, enriquecida com o carisma próprio, para desempenhar uma missão peculiar, falar dos homens a Deus, no Corpo Místico de Cristo, a Igreja. “A Carmelita é missionária, porque tem o coração no mundo inteiro, porque sabe que existe para a Igreja e para os irmãos, “por isso Santa Teresa lhes indicou o serviço eclesial da oração e da imolação, como fidelidade da vocação para a qual o SENHOR mesmo as havia reunido no Carmelo .”
Escrito por Irmãs Carmelitas às 11h03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 Oração “A oração deve penetrar toda existência, para caminhar na presença de Deus vivo” ( Const. 61) Celebração Eucarística com a participação do povo; Liturgia das Horas, que “exprimem a sua comunhão com a Igreja e colabora para vinda do Reino.” (Const. 64)
Escrito por Irmãs Carmelitas às 10h58
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Nosso horário
NOSSO HORÁRIO
5:00 - Despertar
5:30 - Oração silenciosa ( pessoal )
6:30 - Laudes ( Oração da Manhã )
Tercia ( Oração da Nove Horas )
7:15 - Celebração Eucarística
8:45 - Formação permanente - comunidade
11:30 - Oração das Doze Horas ( Sexta )
11:45 - Almoço - louça - recreio
13:00 - Oração das Quinze Horas ( Noa )
- Repouso
14:00 - Leitura Espiritual
14:30 - Noviciado - Estudos
- - Trabalho ( complementação )
14:45 - Oração pessoal ( silenciosa )
17:45 - Véspera
18:15 - Ceia
19:00 - Recreio
20:00 - Ofício de Leituras
- Completas
- Leitura espiritual Cela )
- Repouso
ENDEREÇO
Carmelo Nossa Senhora da Anunciação e São José
Alameda Monte Carmelo, s/n - Brotas
40296-390 - Salvador - Bahia
Telefones 276-0193 / 276-0004
E-mail : carmelodesalvador@hotmail.com
HORÁRIO das MISSAS CONVENTUAIS
De Segunda à Sexta-feira : 7:15
Sábado e Domingo : 17:00
Todos os dias 30 de cada mês temos a Missa em honra de Santa Teresinha, com a bênção das rosas : 17:00
ATENDIMENTO NA PORTARIA
De 08:40 às 11:20
Das 14:40 às 16:30
Para atendimento pessoal e visitas marcar com antecedência.
No ADVENTO e na QUARESMA não recebemos visitas
Escrito por Irmãs Carmelitas às 12h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Nossa vocação
Vocação Carmelita: Viver de amor!
Há os que ainda ignoram a presença e a importância da vida religiosa contemplativa na Igreja. É bom que se saiba: os mosteiros espalhados pelo mundo inteiro continuam acolhendo pessoas dotadas de um ardente desejo de servirem a Deus no silêncio e na oração. E percebe-se nos últimos anos um aumento do número das vocacionadas à vida contemplativa. A juventude tem sido generosa na sua resposta aos apelos do Senhor, que prossegue chamando operárias para sua colheita nas diversas Ordens monásticas.
A Ordem Carmelita Descalça, uma das mais numerosas da Igreja, tem um projeto de vida religiosa atrativo para todas as jovens que desejam uma intensa comunhão com Aquele que é Caminho, Verdade e Vida. O Carmelo é um lugar do encontro e da amizade com Deus. É um deserto onde este encontro se processa no mistério da fé.
E para que se entra no Carmelo?
Entra-se no Carmelo, antes de tudo, para dar uma resposta de amor e de gratidão ao dom de Deus, ao dom de uma vocação, que é um chamado de Deus, para seguir a Cristo, Seu Filho, que veio ao mundo para fazer somente a vontade do Pai. O Carmelo sempre despertou e continua despertando grande interesse. Basta pronunciar o nome Carmelo e já se pensa em uma vida toda entregue à oração, ao amor. O Carmelo existe para a Igreja e por causa da Igreja em seu "ministério de oração", insistindo sempre na força da fecundidade interior.
Num estilo de vida marcado pela simplicidade, no silêncio da sua oração, o Carmelo é fermento, sal e luz, lembrando ao mundo que DEUS É O ÚNICO ABSOLUTO DE NOSSA VIDA... Para tanto, há que se deixar tudo. O Senhor é exigente em Seus apelos de amor quando nos chama a nos realizarmos plenamente como seres humanos e como cristãs na clausura carmelita. Somos felizes e livres. A clausura não nos aprisiona, mas nos liberta para melhor servirmos a Deus e a seu povo através de nosso testemunho de vida de oração e contemplação. Nossa casa é um lugar de paz, alegria e amor. Aqui não há tempo para tristeza e ócio. Vivemos todas ocupadas em servir unicamente a Jesus Cristo através de nossa vida fraterna, nossa oração, estudo e trabalhos manuais. Consideramos nossa vocação muito importante para a salvação do mundo. Afastadas do mundo, procuramos viver uma vida apostólica, em comunhão com todos os missionários e missionárias da Igreja. Como afirma nossa querida irmã Santa Teresinha do Menino Jesus em uma de suas cartas:
"Uma Carmelita, que não fosse apóstola, afastar-se-ia de sua vocação e cessaria de ser filha da Seráfica Santa Teresa". (Carta 198) Levantamo-nos bem cedo para o louvor do Senhor. Temos momentos comuns de oração, trabalho e recreação e também momentos fortes de silêncio e recolhimento pessoal.
Categoria: A vocação da carmelita
Escrito por Irmãs Carmelitas às 11h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Historico do Carmelo N. Sra. da Anunciação e São José
O Emmo. Sr. Cardeal da Bahia, Arcebispo Primaz do Brasil, Dom Augusto Álvaro da Silva, desejava imensamente ter em sua Arquidiocese a presença orante das filhas de Santa Teresa de Jesus, que rezassem pelo seu Clero, Seminário e pelas grandes necessidades de sua Igreja local.
O Estado da Bahia é conhecido pela escassez de sacerdotes ,diminuto número de vocações religiosas, ausência de Ordens contemplativas. Dirigiu-se ao Carmelo Santa Teresa de Jesus, São Paulo, Capital.. Dom Augusto escreveu-lhes insistentemente: " Não encontrarei filhas de Santa Teresa de Jesus, que queiram rezar e sacrificar-se por minha Diocese ?
Após muita oração e discernimento,as Irmãs movidas pelo Espírito Santo não mediram sacrifícios ao darem o seu sim generoso. Empenhadas nos preparativos da nova Fundação, viveram ao mesmo tempo uma nova experiência. A separação definitiva do seu amado berço religioso, de seus familiares e amigos. Porém era maior o apelo de Deus em seus corações e a sua vocação missionária.
* No dia 19 de janeiro de 1958 partiram do Carmelo de São Paulo as três Fundadoras:
* Ir. Maria Teresa da Eucaristia, ocd (Maria Novaes Borba), Priora, 51 Anos de idade e 30 de permanência no Carmelo de São Paulo
*Ir. Maria Elisabeth da Trindade, ocd
( Maria Regina Schiavon) Sub-Priora, 30 Anos de idade e 09 de permanência no Carmelo de São Paulo.
*Ir. Regina da Imaculada Conceição, ocd
( Myriam Marton) Ecônoma, 33 anos de idade e 15 de permanência no Carmelo de São Paulo.
Fundação
O Sr. Cardeal Dom Augusto primeiramente desejou instalar o Carmelo no tradicional Convento Santa Teresa, primeiro berço dos carmelitas descalços no Brasil, fundado em 1665, situado no Centro da cidade, na Ladeira de Santa Teresa. Atualmente acha-se primorosamente restaurado pelo Governo, onde foi instalado o Museu Santa Teresa..Não sendo possível o Carmelo aí ser fundado, Dom Augusto ofereceu as Irmãs um pequeno, pobre e simples convento na Ilha de Itaparica, junto ao Seminário da Arquidiocese.
As Irmãs renovando sua entrega e aceitação aos planos do Pai, que apresentava uma realidade bem diferente da que viveram até aquele momento, confiavam inabalavelmente na sua providência. Com coragem e determinação, movidas por um grande amor a Igreja e um fervor missionário herdado de Santa Teresa.
Primeira Missa
No dia 23 de Janeiro de 1958 ao despontar do dia, às 5:00 horas da manhã foi celebrada a primeira Missa por Dom Augusto, que viu realizado o seu sonho, a fundação de um Carmelo na sua Diocese: "Carmelo Nossa Senhora da Anunciação e São José."
Ai as Irmãs viveram três anos com fervor observando a Regra e Constituições das Carmelitas Descalças da Ordem da Gloriosíssima Virgem Maria do Monte Carmelo. Permaneceram na força d'Aquele que as sustentou, escondidas em Deus, na simplicidade e humildade, buscando unicamente o seu Reino.
O clima da Ilha era excelente, saudável, atraindo muitos veranistas e pessoas que iam em busca de saúde, também aproximavam-se do Carmelo tornando-se seus amigos e benfeitores.,
As Irmãs tinham diante de si a história das muitas fundações de Santa Teresa, que foram realizadas com grandes lutas e contradições, porém ancoradas em Deus rezavam com o salmista: "O Senhor firmou e deu segurança aos meus pés." Combatendo o bom combate elas repetiam com Isaias que : " é o Senhor que dá força ao cansado, prodigaliza vigor ao enfraquecido. Mesmo os jovens se cansam e param,tropeçam e caem, mas os que confiam no Senhor revigorarão suas forças, tomarão asas como da águia, correrão sem se fatigar e andarão sem desfalecer " (Is,40,29-31). Sempre amparadas pela graça divina e a proteção da Virgem Maria, Mãe e Rainha do Carmelo.
Construção do Mosteiro
Deram início a procura e aquisição de uma casa ou terreno em Salvador com inúmeras tentativas. Como "a esperança não decepciona", através de Dom Augusto e da Madre Provincial do Bom Pastor iniciaram as negociações para compra de um terreno no Bairro de Brotas, o que de uma forma abençoada se efetuou. As Irmãs passaram da expectativa do futuro lugar escolhido pelo Pai para a construção do Carmelo em Salvador, viveram uma nova expectativa real e concreta que seria a construção do Carmelo.
Na espera deste grande dia, transcorria-se a vida nos mesmos sacrifícios inerentes a vivência Carmelitana na Ilha, sempre nutridas pela esperança da realização da transferência do Carmelo para Salvador para o seu desenvolvimento.
Transladação
No dia 09 de março de 1961 foi realizada a transferência do Carmelo para Capital Salvador, para um espaço cedido por Dom Augusto, "Paço da Penha," bi secular, Residência dos Arcebispos da Bahia situada no bairro de Itapagipe, anexo a Igreja da Penha. com belas e amplas vistas, onde com muita proximidade podiam contemplar a imensidão do mar. Entretanto a transladação facilitou o desenvolvimento do Carmelo e intensificação das campanhas para a construção.
Primeira Pedra
No dia 24 de Agosto de 1962, data comemorativa do 4° Centenário da Reforma Teresiana foi lançada pelo Sr. Cardeal Dom Augusto a primeira pedra do futuro Mosteiro com a presença dos nossos Irmãos Carmelitas, sacerdotes e amigos. Foi um ato de total confiança na providência divina, pois as Irmãs não dispunham de nenhum recurso para iniciar a construção, que se fazia necessária,.
Em 1963, providencialmente as Irmãs travaram conhecimento com o Fr. Hildebrando Kruthaup, OFM, que com o seu dinamismo e capacidade liderou as campanhas para a construção dedicando-se a ela inteiramente, concretizando-a em dois anos.
Mosteiro
No dia 19 de Dezembro de 1965, foi inaugurado festivamente o novo Mosteiro, com a Missa Solene presidida pelo Sr. Cardeal Dom Augusto Álvaro da Silva, que na sua grande emoção rendia graças ao Senhor.
Foi grande a concorrência do povo baiano, na Missa inaugural, que generosamente ofereceu sua contribuição, assim como incontáveis benfeitores suscitados por Deus, com suas ofertas repletas de amor e devoção a Nossa Senhora e sua nova casa em Salvador.
O Carmelo definitivo proporcionava as Irmãs todas as condições para a sua vida de observância regular. Tem suas linhas tradicionais simples e agradáveis, tendo como pano de fundo uma bela vista do mar e mais próximo cercado de vegetação exuberante, em uma área silenciosa e contemplativa.
A Capela de Santa Teresa
No dia 24 de Novembro de 1968 foi solenemente inaugurada a nova Capela do Mosteiro dedicada a Santa Teresa de Jesus, com linhas simples e harmoniosas. Nesta data não foi possível realizar a Dedicação da Capela doada por um casal espanhol, Eduardo e Aurita Novóa, grandes devotos de Santa Teresa de Jesus e a colaboração de algumas famílias espanholas.

O arquiteto sacro foi Ir. Paulo Lachenmayer, OSB que com a sua capacidade dedicou-se fraternalmente a obra. O engenheiro construtor, Dr. Manoel Garcia, com sua gratuidade e devoção a Santa Teresa prestou grandes serviços ao nosso Carmelo, auxiliado pelo querido e dedicado amigo Pe.Antonio Kelmend,SJ
Ação de Graças
A Providência amorosa do Pai tem prodigalizado incontáveis dons no decorrer da história do nosso Carmelo, que procura com esforço e perseverança corresponder a sua missão na Igreja.
" Se bem que os religiosos às vezes não estejam diretamente ao lado dos seus irmãos, todavia os têm presente de um modo mais profundo na intimidade de Cristo e cooperam espiritualmente com eles para que a edificação da cidade terrena tenha sempre seu fundamento no Senhor e a Ele tenda, , a fim de que por ventura não trabalhem em vão os que os edificam. (Lumem Gentium)
A Consagração desta Capela, renova em nós a certeza de que temos neste local uma abundante Fonte de Água Viva, de que fala o Evangelho de João (10,15), fluindo torrentes de graça e bênçãos divinas.
Na Ação de graças, com Santa Teresa de Jesus repetimos:
"CANTAREI ETERNAMENTE AS MISERICÓRDIAS DO SENHOR".
Escrito por Irmãs Carmelitas às 11h07
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |